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TJSP Adota PIX para Pagamento de Mandado de Levantamento Eletrônico

 


Mais Um Passo à Frente na Modernização Judicial

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) continua a avançar em sua trajetória de modernização, incorporando o PIX como uma opção para o pagamento de Mandados de Levantamento Eletrônico (MLE). Essa iniciativa se alinha a um movimento mais amplo do Poder Judiciário brasileiro para tornar os processos mais ágeis e acessíveis.

Pioneirismo do TJDFT com o PIX Judicial

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) desempenhou um papel pioneiro na adoção do PIX em procedimentos judiciais. Em 1º de julho, o TJDFT realizou a primeira expedição assistida de alvará de levantamento eletrônico via PIX. Esse procedimento inovador ocorreu em um processo da 23ª Vara Cível de Brasília, funcionando como piloto para a nova funcionalidade.

O processo foi concluído com sucesso: o alvará foi enviado ao Banco de Brasília (BRB), que transferiu o valor diretamente para a conta do advogado, conforme a chave PIX informada nos autos. O BRB, em seguida, enviou um recibo ao TJDFT, que foi anexado ao processo. A iniciativa faz parte do Projeto Solução Bancária Unificada – BankJus, que visa aprimorar a prestação jurisdicional, integrando os sistemas do TJDFT e do BRB. O objetivo é que, até o final deste ano, todas as varas judiciais do DF estejam utilizando o sistema, com a perspectiva de expandir para outras instituições bancárias no futuro.

Como Funciona o PIX no TJSP?

O PIX é um sistema de pagamento instantâneo criado pelo Banco Central, que permite transferências e pagamentos em poucos segundos. No TJSP, algumas regras específicas foram estabelecidas para o uso dessa nova modalidade nos MLEs:

  1. Limite de Valor: O PIX para MLEs está limitado a valores de até R$ 20 mil por transação. Além disso, só é permitido usar a chave CPF ou CNPJ do beneficiário, do advogado ou do representante legal.

  2. Expedição do Mandado: Se o credor optar pelo PIX, a unidade judicial deve selecionar a opção correspondente no sistema e emitir um mandado específico para cada solicitação.

  3. Inserção da Chave PIX: O mandado deve ser preenchido com a chave PIX correta, que deve ser o CPF ou CNPJ. Outros tipos de chave, como e-mail ou número de celular, não são aceitos.

  4. Outras Formas de Recebimento: Além do PIX, continuam disponíveis as opções tradicionais de retirada, como o comparecimento ao banco ou o crédito em conta bancária.

Facilidade para Todos

Com essa mudança, o TJSP busca oferecer mais opções e flexibilidade no recebimento de valores devidos, tornando o processo mais rápido e acessível. Para garantir que todas as unidades judiciais estejam preparadas, o Tribunal disponibilizou materiais de capacitação e uma central de dúvidas, acessível pelo Portal de Chamados na categoria "Sistemas Corporativos".

Conclusão: Uma Nova Era na Prestação Jurisdicional

A adoção do PIX para o pagamento de MLEs pelo TJSP representa mais um avanço significativo na modernização dos serviços judiciais. Essa iniciativa não apenas simplifica e agiliza o processo, mas também reforça o compromisso do Poder Judiciário em oferecer soluções inovadoras e eficazes para a sociedade.

Com a integração de novas tecnologias, como o PIX, o Tribunal de Justiça paulista dá mais um passo importante rumo a uma Justiça mais ágil, acessível e moderna, para atender melhor as necessidades de todos os envolvidos nos processos judiciais.


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A Numeração Única de Processos no Poder Judiciário Brasileiro